Má-fé e Burla Técnica FIXO (Fidelidade): 472€ cobrados por "reparação" impossível e diagnóstico falso
Venho por este meio apresentar uma reclamação formal contra a FIXO (Fidelidade – Serviços de Assistência, S.A.) relativa ao processo SR92640. Esta exposição surge meses após o início do problema porque, no dia 26 de fevereiro de 2026, recebi um inquérito de satisfação da empresa. Ao tentar preenchê-lo, o sistema deu erro, o que considero o reflexo perfeito de todo o serviço prestado: uma falha do início ao fim.
1. O Diagnóstico Inicial e a Cobrança Indevida (Junho 2025)
No dia 11/06/2025, o técnico Sr. Vítor Mesquita diagnosticou uma "fuga de gás", garantindo que, após a carga, o equipamento funcionaria por mais 2 a 3 anos. Com base nesta promessa de longevidade, paguei 472,62€ (Fatura FSA/87773).
Nota de Má-fé: Acompanhei a intervenção e não vi qualquer soldadura ou substituição de tubos que justificasse a "reparação de fuga" faturada. Foi apenas injetado gás num sistema que estava condenado.
2. As Provas de Ineficácia (Testes de Temperatura)
Contrariando a afirmação do técnico de que o AC "apenas demoraria mais a arrefecer", realizei testes exaustivos partilhados com a FIXO por e-mail, que provam que o equipamento nunca funcionou após a intervenção:
Teste de 10 horas: Ligado ininterruptamente, a temperatura interior não desceu dos 25°C.
Teste de 24 horas (modo agressivo): Com 20°C no exterior, o melhor cenário interior foi de 23°C. Ou seja, o interior estava mais quente que o exterior com o AC ligado no máximo.
Saída de ar: A temperatura à saída das unidades era de 18°C, quando um equipamento funcional deve debitar entre 7°C e 9°C.
3. O Argumento da "Má Instalação" e a Fuga de Responsabilidade
Quando confrontei a FIXO com estes dados, a desculpa apresentada foi a "má instalação das condutas". É um argumento absurdo e de má-fé, dado que o equipamento funcionou perfeitamente nesta mesma instalação durante os últimos 10 anos.
Além disso, a FIXO tentou transferir o seu dever de diagnóstico para mim, exigindo que eu apresentasse um "relatório formal da Daikin". Isto obrigar-me-ia a pagar uma deslocação extra ao fabricante para provar que o técnico da FIXO errou, o que é uma inversão total da responsabilidade contratual da empresa.
4. A Prova Irrefutável: O Segundo Técnico (Setembro 2025)
A 10/09/2025, após meses de insistência, a FIXO enviou uma segunda equipa técnica. Este novo profissional, ao contrário do primeiro, desmontou a unidade exterior e diagnosticou em minutos: o compressor não tem compressão (está "morto"). Esta avaria é irreparável a um custo razoável, o que prova que o primeiro diagnóstico de "fuga de gás" foi incompetente ou deliberadamente enganoso para justificar a faturação de 472€.
5. Conclusão e Exigência
A FIXO recusa o reembolso alegando que os diagnósticos "alinham", o que é tecnicamente impossível: uma fuga de gás (reparável) não é um compressor sem compressão (irreparável).
Estamos perante um caso de enriquecimento sem causa. A FIXO vendeu uma reparação impossível a um cliente não especialista. Exijo o reembolso imediato do valor pago por uma intervenção que não serviu para nada, conforme comprovado pelo vosso próprio segundo técnico e pelos testes de temperatura apresentados.
Cronologia dos Factos:
03/06/2025: Registo do pedido SR92640.
11/06/2025: Intervenção inicial e diagnóstico errado.
27/06/2025: Pagamento de 472,62€ (Fatura FSA/87773).
31/07/2025: Reclamação formal por e-mail com os primeiros testes de temperatura.
18/08/2025: FIXO tenta esquivar-se pedindo relatório externo da Daikin.
10/09/2025: Segunda visita técnica confirma compressor morto.
17/09/2025: FIXO encerra o processo recusando o reembolso de forma abusiva.
26/02/2026: Recebimento de inquérito de satisfação defeituoso, motivando esta queixa pública.
17 de setembro de 2025
Opinião espontânea